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Sucesso!

 Por Edi Born

Qual é a sua unidade de medida de Sucesso?

Dinheiro?

Esta é uma das mais óbvias e impulsivas respostas que nos vem a cabeça   quando pensamos sobre nossa cultura atual.

O capital se tornou a ferramenta de avaliação mais rápida e precisa que a nossa sociedade de consumo poderia usufruir. Ela é perfeita para o que se propõe. Fácil de ser medida, e é precisamente mensurável; como o carro que você tem, lugares que frequenta, bairro onde mora, relógios que usa, canetas que assina… Tudo isto facilmente demonstrado por fotos e vídeos em mídias sociais.

Já venho pensando algum tempo a respeito disso e com certeza dinheiro é necessário para que consigamos conviver com uma moeda de troca para determinarmos preços (custos) e valores (benefícios), assim mantermos o mercado controlado. Seria um caos se não existisse.

Duas questões nos vêm a mente:
1 – O dinheiro pode ser uma medida de sucesso?
2 – Caso existam, quais as outras formas?

Dinheiro pode sim ser uma medida de sucesso, inclusive pelos fatos acima mensurados, é uma ótima medida, é precisa e facilmente mensurável. Os “números” surgiram para nos auxiliar e não nos aprisionar.
A felicidade é uma forma abstrata de sucesso que, quem sente sabe do que estou falando, mesmo que não consiga explicar ou numerar (até mesmo porque traduzir em palavras uma sensação, por si só, já não é mais objeto de reflexão).
Outra forma abstrata é a transformação, nossa evolução dependeu de nos reinventarmos dia após dia, unimo-nos neste projeto, quem sabe mais ajuda com sabe menos para gerar a transformação devida ao resultado desejado. Um exemplo disso são as caridades: transformam vidas mesmo sem interesses financeiros, inclusive muitas vezes despendem recursos financeiros para ajudar outros tornando-se mais pobres em dinheiro. Mas muito mais ricos em outros sentidos.

Na era dos resultados mensuráveis, a forma mais pura e simples de avaliar seu sucesso deixou de ser utilizada. Colocar a cabeça no travesseiro e dormir.

Obviamente dependemos do dinheiro para nossa sobrevivência, o fato de não definirmos o dinheiro como uma única e real fonte de sucesso, não tira a importância de buscarmos esta saúde financeira para que possamos usufruir da vida, fazendo cursos, comprando livros, conhecendo lugares diferentes, termos segurança com nossa saúde, nos divertirmos…

Quando conseguirmos mudar novamente nossa medida de sucesso, voltaremos o olhar para quem somos e não mais sermos avaliados pelo “carro” que temos.

A subjetividade nos conecta com nossa essência.

Quando souber que está sendo avaliado. Qual será a sua medida de sucesso?